Intervenção de Conservação e Restauro distinguida pela APOM

DSC00676A Associação Portuguesa de Museologia (APOM) entregou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) o Prémio de Conservação e Restauro, distinguindo a instituição pelo trabalho desenvolvido na Capela de São João Baptista, parte integrante no Museu de São Roque, em Lisboa.

Os prémios APOM são atribuídos anualmente e têm como objetivo incentivar e premiar a imaginação e a criatividade dos museólogos portugueses e o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade dos museus em Portugal, sendo também uma forma de dar visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia.

“Com este prémio a APOM quis distinguir a importantíssimo trabalho realizado pela Santa Casa da Misericórdia Portuguesa com a obra de restauro da Capela de São João Baptista. O investimento feito contribuiu para a boa conservação de um património cultural de rara qualidade artística, permitindo também que o mesmo seja oferecido à fruição do público nas melhores condições de exibição”, afirma João Neto, presidente da APOM.

De acordo com Margarida Montenegro, directora da Cultura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, “este prémio reconhece o esforço e o investimento da Santa Casa na preservação do seu património artístico e cultural, assim como o rigor da intervenção de restauro da Capela, que contou com o contributo dos melhores especialistas, nacionais e estrangeiros. A atenção que a administração da Santa Casa dá aos bens que estão à sua guarda e o cuidado que põe na sua melhor preservação é também uma forma de cumprir a sua missão original e de honrar a confiança de todos os seus beneméritos. Distinções como esta confirmam que seguimos no bom caminho, neste caso na defesa das boas causas da cultura nacional”.

RESTAURO CAPELA DE SÃO JOÃO BAPTISTA

A Capela de São João Baptista foi alvo de um rigoroso trabalho de restauro desenvolvido com o Instituto dos Museus e da Conservação. Obra-prima da arte europeia do século XVIII, está na génese do próprio Museu de São Roque, construído em 1905 para albergar o tesouro que a acompanha, incluindo peças de ourivesaria e paramentaria, de culto e ornamentais, que podem ser vistas como núcleo autónomo do museu.

O processo de análise rigoroso do estado de conservação dos revestimentos que integram esta capela começou em 2007, dando prioridade aos elementos que se encontravam mais deteriorados. O Laboratório José de Figueiredo do Departamento de Conservação e Restauro do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e a Estação Experimental para o Vidro de Murano, de Veneza, realizaram as análises necessárias, identificando as metodologias de intervenção mais adequadas.

Entraram depois em cena técnicos especializados, por fases, entre Novembro de 2010 e Março deste ano, com coordenação do IMC e colaboração científica do Laboratório José Figueiredo. De Roma veio uma equipa para o restauro do tipo específico de mosaicos que aqui se encontra. Esta equipa, liderada por Carlo Stefano Salerno, do Instituto Centrale per il Restauro di Roma, contou com a colaboração Unidade da Investigação VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes) do Departamento de Conservação e Restauro da Faculdade de Ciência e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa.

Fonte: local.pt (Jornal on line)
Notícia integral em
http://local.pt/portugal/lisboa/santa-casa-da-misericordia-de-lisboa-distinguida-pelo-restauro-da-capela-de-sao-joao-baptista/


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