Gravuras do Côa ameaçadas pelas chamas

Foz Côa

O incêndio de Vila Nova de Foz Côa atingiu painéis de arte rupestre do Parque Arqueológico, mas em declarações à agência Lusa o presidente da Fundação Côa Parque, que gere o Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e o Museu, Fernando Real, afirmou que “até agora, os núcleos com arte rupestre que estão acessíveis à visita pública não foram tocados pelo fogo. Há áreas com painéis de rocha com arte rupestre inventariados onde o fogo passou”, .
O responsável indicou que “a avaliação do estado [das gravuras] só poderá ser feito após o rescaldo do incêndio”. (…)
“O núcleo mais visitável do Parque Arqueológico, no sítio de arte rupestre de Penascosa, não foi afetado, e a área tinha sido limpa há cerca de quinze dias, na zona de acesso público”, observou Fernando Real, adiantando que os meios terrestres dos bombeiros estiveram no local e conseguiram controlar o fogo.
“Contudo, a área do Parque Arqueológico nas encostas do Vale do Côa, quer na margem direita (Algodres e Almendra), quer na margem esquerda (Muxagata, Chãs, Tomadias e Santa Comba), ardeu completamente”, esclareceu.
O responsável lembrou que o PAVC tem uma área de 20.800 hectares (cerca de 200 Km2) e integra uma área natural protegida que também foi afetada pelas chamas.
Segundo o presidente da Fundação Côa Parque, durante o incêndio, que atingiu grandes proporções, o património natural, inserido na Rede Natura 2000, foi “fortemente destruído dentro desta área protegida”. (…)
O incêndio não inviabilizou as visitas aos núcleos de gravuras rupestres que se processam “com a normalidade habitual”, indicou Fernando Real.
O fogo começou pelas 01:00 de quarta-feira, na zona de Almendra, na margem direita do rio Côa, passou para a margem esquerda daquele curso de água e avançou para áreas das localidades de Muxagata, chãs, Santa Comba e Barreira.

Fontes: PPortodosMuseus e Jornal I


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